

Parque industrial em Dagenham Dock – região leste de Londres, antigamente uma das áreas industriais mais sujas da cidade – pode criar a maior concentração de indústrias sustentáveis e tecnologias ambientais do Reino Unido. A antiga estação de energia à base de carvão foi restruturada em uma iniciativa para transformar a zona leste de Londres. A ideia partiu da prefeitura de Barking and Dagenham, que procurava gerar empregos e estimular a economia local de forma sustentável.
O London Sustainable Industries Park (LSIP) faz parte do projeto da London Thames Gateway Development Corporation (LTGDC) de reformar as áreas negligenciadas da cidade. De acordo com a organização, o projeto vai investir cerca de 20 bilhões na economia do país podendo gerar até 180 mil empregos. “No que diz respeito ao parque, queremos criar um ambiente que seja mais um parque de negócios do que uma propriedade industrial,” diz Mark Bradbury, vice-diretor de desenvolvimento da LTGDC.
O princípio que rege o LSIP é a simbiose. Cada empresa dentro do parque deve trabalhar em completa harmonia com as outras. Elas devem compartilhar entre si materiais derivados, água e energia elétrica – que será produzida localmente. As empresas que pretendem se instalar no parque vão passar por um processo de avaliação. “Nós examinamos os nossos futuro ocupantes para realmente ver como eles vão se encaixar nessa mistura e se eles partilham os nossos ideais,” comenta Bradbury.
Atualmente o parque só tem um morador, a empresa de reciclagem Closed Loop Recycling. A previsão para 2012 é que mais duas companhias passem a funcionar no LSIP. Cyclamax, gestora de resíduos, instalará uma usina de energia renovável que vai gerar 16 megawatts de eletricidade. E a TEG, que trata resíduos orgânicos, e desenvolverá uma planta de digestão anaeróbia. “O parque é um ótimo lugar,” diz Nick Cliffe, diretor da Closed Loop Recycling. “Se conseguirmos reunir as empresas certas os resultados podem ser extraordinários.”
O LSIP representa uma grande oportunidade para empresas de tecnologia ambiental de Londres. O sonho é que nos próximos 15 a 20 anos, o parque possa abastecer a área com uma matriz de energia verde, renovando o interesse e investimento na área. “O objetivo final é ter um grupo de companhias que desenvolvam tecnologias sustentáveis,” afirma Bradbury. Ficaremos na torcida para que essa iniciativa não seja apenas um sucesso, mas que a ideia também pegue por aí.