

A indústria mundial de plásticos assinou, no final de 2011, a Declaration for Solutions on Marine Litter (Declaração para Soluções em Lixo Marinho). O documento prevê compromissos por parte das 54 empresas signatárias com objetivo de prevenir o descarte de detritos no mar. As ações devem entrar em vigor em 2012.
A proposta vai além da prevenção e cobra das empresas um trabalho integrado com a comunidade científica para avaliar os impactos e elaborar soluções para a questão. Além disso, a declaração prevê a aplicação de leis existentes que proíbem o descarte de lixo marinho. E ainda, que as empresas trabalhem para recuperar produtos plásticos em processos de reciclagem.
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Para a indústria de plástico, a proposta é criar formas eficientes e inteligentes para que os resíduos não cheguem ao ambiente marinho. Por exemplo, aproveitando o valor que o plástico tem, mesmo após usado. Segundo o Programa Ambiental das Nações Unidas, (United Nations Environmental Program - UNEP), cerca de 70% do lixo marinho vai para o fundo do oceano, ou seja, não fica visível na superfície – por isso, prevenir é melhor do que tentar remediar.
A indústria mundial de plásticos também declarou apoio a GESAMP (The Joint Group of Experts on the Scientific Aspects of Marine Environmental Protection), Conselho da ONU para assuntos relacionados à proteção do ambiente marinho.
Outros resíduos sólidos e novos desafios
As preocupações relacionadas ao lixo marinho, no entanto, abrangem outros setores do mercado como garrafas de vidros e latas de metal. Além disso, o movimento que integra os vários países em torno da causa declara que “o lixo oceânico não tem fronteiras geográficas ou políticas”, por isso a solução deve ser discutida internacionalmente.
(Com informações de Superinteressante e Global Garbage)