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    Bairros verdes conquistam lugar ao sol

    Bairros verdes conquistam lugar ao sol

    Cidade alemã vai construir área de mais de 1 milhão de metros quadrados com energias limpas, emissões de carbono compensadas e reuso de toda a água.

    A expressão ‘ecologicamente correto’ tem sido usada constantemente para qualificar aparelhos, sistemas, iniciativas e até mesmo atitudes humanas. Mas, há quem esteja pensando grande ao levar este ‘selo’ de qualidade para aglomerados de construções urbanas planejadas, os chamados bairros verdes.

     

    Para um bairro inteiro ser considerado verde, há muitos quesitos com os quais se preocupar, tanto durante a construção como durante o funcionamento do edifício e sua manutenção. Emissões de carbono, efluentes residenciais e industriais, consumo de energia, dentre outros tantos, nada pode deixar rastro ou como se diz “pegada” no meio ambiente.

     

    Como tendência global, a construção de bairros verdes já acontece no mundo, tanto por iniciativa pública ou privada, como é o caso dos bairros de Villa Fastiggi na cidade de Pesaro, na Itália e Bellastière, em Limeil Brévannes, na França.

     

    O exemplo de Heidelberg

     

    Heidelberg, uma cidade no Sudoeste da Alemanha, vai construir um dos primeiros bairros com 100% de suas emissões de carbono compensadas. Vale lembrar que a o gás produzido a partir da energia utilizada nas edificações corresponde a 45% de todo o CO² emitido nas grandes cidades.

     

    Para tornar a obra possível, a prefeitura pegou uma área de mais de 1 milhão de metros quadrados, dividiu em lotes e repassou a imobiliárias que se comprometeram a utilizar padrões rigorosos de geração de energia.

     

    Para alcançar o status de ‘bairro verde’, diversas medidas serão tomadas durante a obra: reuso da totalidade da água nos edifícios, aproveitamento do líquido proveniente da chuva, uso exclusivo de fontes renováveis para aquecimento e geração de energia elétrica, etc.

     

    As edificações também serão erguidas de acordo com o rigoroso modelo passive house, e o novo bairro verde de Heidelberg será o maior aglomerado de prédios e casas deste tipo no mundo.

     

    No Brasil

     

    A empresa de urbanização Cia. City, desde a sua fundação atua com capital de vários países, incluindo o Brasil. Ainda no início do século XX adquiriu mais de 15 milhões de metros quadrados no perímetro urbano de São Paulo e começou a trabalhar o conceito de ‘Cidade-Jardim’ em seu primeiro lançamento imobiliário, no Jardim América em 1915.

     

    São Paulo não tem ‘bairros verdes’, como Heidelberg, mas os bairros edificados pela Cia. City mantém até hoje paradigmas equilibrados de urbanismo e área verde. Alguns destes bairros, como Alto da Lapa e Bella Aliança, foram tombados pelo governo municipal para garantir a preservação do planejamento.

     

    Em Brasília, recentemente, foi construído o Noroeste, o primeiro bairro verde da cidade com 220 prédios e capacidade para abrigar até 40 mil pessoas. Esta nova vizinhança foi instalada na última área passível de ocupação segundo as orientações do arquiteto original de Brasília, Lucio Costa.

     

    No Noroeste, o preço do metro quadrado construído está girando em torno de R$ 8 mil. A maioria dos lotes foi vendida a R$ 12,5 milhões, sendo que o preço máximo alcançado foi de R$ 13,6 mi e o menor preço, R$ 10,6 milhões. O apartamento de três quartos custa R$ 600 mil, em média.

     

    (Com informações do Anuário 2011 – São Paulo Outlook, O Globo e Cia City)