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    Novas oportunidades para quem vive do lixo

    Novas oportunidades para quem vive do lixo

    Atualmente, um milhão de catadores sustentam suas famílias com o dinheiro da reciclagem.

    A nova lei de resíduos sólidos, aprovada em novembro de 2011, pode gerar mais oportunidades de emprego para aqueles que vivem de reciclagem. Atualmente, um milhão de catadores sustentam a suas famílias com esse trabalho, mas apenas 40 mil estão organizados em cooperativas. A expectativa é que isso mude.

     

    No Brasil, somente 8% das cidades reciclam – uma porcentagem baixa para um país que produziu 60,8 milhões de toneladas de lixo em 2010. A nova lei tenta solucionar esse problema estabelecendo o conceito de responsabilidade compartilhada. Ou seja, os fabricantes têm a obrigação de reciclar os seus produtos.

     

    A política pretende transformar os catadores em empreendedores, já que todo lixo deverá ser descartado de forma adequada. “O lixo oferece muita oportunidade para quem sabe aproveitar a oportunidade que o lixo dá”, revela a catadora Rosângela De Fátima Da Silva. “A principal mudança é pensar que lixo não é lixo. Lixo é resíduo. E resíduo tem valor. Pode ser reciclado e tem benefícios econômicos, sociais, ambientais e individuais ao fazer a reciclagem”, explica Helio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

     

    A rede solidária Cata-Vida é exemplo do que deve acontecer no futuro. O projeto social, fundado em 1999, reúne dez cooperativas e mais de 200 catadores em oito cidades paulistas. A iniciativa possibilitou a comercialização dos materiais coletados e a melhoria na gestão dos empreendimentos dos catadores. 

     

     “A figura do catador das cooperativas aparece nesse aspecto econômico de forma bem marcante. Então, nós temos não apenas um benefício ambiental, mas também econômico e social porque gera oportunidades de trabalho e renda para uma parte da população que está excluída”, comenta André Vilhena, do Compromisso Empresarial para a Reciclagem.

     

    O novo sistema pode mudar a vida de muita gente. “Não é uma parcela pequena da população. Se a gente pensar nos catadores, nos familiares dos catadores e nos que estão no entorno, nós estamos transformando comunidades com isso”, afirma Mattar. Por isso, é importante continuar apoiando iniciativas como essa. Quem sabe o lixo possa transformar o Brasil.

     

    (Fonte: G1)