

Em 2011, o Programa Estadual de Transplantes (PET) realizou 121 doações, resultado comemorada por ser 51% superior a 2011 e 12% acima do recorde anterior de 107 doações registrado em 2004.
O bom desempenho está relacionado a uma série de medidas adotadas pelo Governo Estadual do Rio de Janeiro. Dentre elas, destacam-se o pioneiro Disque Transplante (155), que conecta doadores de órgãos e pacientes em todo o país, a remuneração extra para profissionais da área, o oferecimento de cursos de especialização e a criação de uma sede própria com helicópteros e viaturas equipadas para transportar com agilidade os órgãos disponíveis.
Hoje, 29 clínicas e hospitais conveniados à Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro estão habilitados a realizar transplantes. Entre os órgãos mais doados estão córneas, fígado e rins, que são também os mais procurados.
Desafios para o futuro
Eduardo Rocha, coordenador do PET, afirma que ainda há muito trabalho pela frente, começando pela melhora no sistema de tecnologia e na logística das operações. “Queremos criar as Organizações de Procura de Órgãos - equipes especializadas na identificação, manutenção, captação de órgãos e tecidos para transplante e entrevista familiar.”, conta ele.
De olho na qualificação dos profissionais, a SES firmou parceria com a Universidade de Barcelona, reconhecida mundialmente por sua atuação nessa área. O curso Transplant Procurement Management (TPM), oferecido no último mês de outubro, formou 50 alunos que devem atuar como coordenadores de transplantes . Eduardo celebra a conquista: “Qualquer projeto para ter longevidade tem que passar pela educação”, pontua.
(Com informações da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro.)