Cientistas brasileiros podem contribuir para as decisões da Rio+20

24/05/2012

Pesquisadores dos campos da biodiversidade, das energias renováveis e das mudanças climáticas preparam documento para enviar ao Comitê da Conferência.

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Cientistas brasileiros podem contribuir para as decisões da Rio+20
A principal contribuição da ciência brasileira à Rio+20 envolve a tecnologia desenvolvida e aplicada no país de monitorar o desmatamento via satélites.

Afinal, qual o papel da ciência no desenvolvimento sustentável? Cientistas brasileiros mostram como estudos feitos no país podem contribuir para as decisões da Rio+20. Em março, pesquisadores dos campos da biodiversidade, das energias de fontes renováveis e das mudanças climáticas se reuniram, em São Paulo, para debater alguns dos temas chaves da Conferência. O resultado do encontro foi a criação de um documento – compilando as opiniões de todos os participantes – a ser encaminhado ao Comitê da Conferência como uma contribuição ao debate.

Além disso, no mesmo mês, em Londres, foi realizada a Conferência Planet Under Pressure, que reuniu cientistas, empresários, autoridades e representantes de ONGs para fornecer subsídios para a Rio+20. Dos 6,8 mil pesquisadores que submeteram trabalhos ao comitê científico do evento, 40% eram de países em desenvolvimento. O Brasil, por exemplo, contribuiu com 343 trabalhos. No bloco dos chamados Brics, ficou atrás somente da Índia (531).

Atualmente, os nossos pesquisadores estão trabalhando na criação de um modelo climático brasileiro – um sistema computacional capaz de fazer simulações sofisticadas sobre fenômenos do clima – além de um sistema para a produção sustentável de biocombustíveis. Mas, segundo Carlos Nobre, membro da coordenação do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Globais, a principal contribuição da ciência brasileira à Rio+20 envolve a tecnologia desenvolvida e aplicada no país de monitorar o desmatamento por meio de satélites.

Infelizmente, não há garantias de que os cientistas conseguirão exercer influência decisiva nos rumos da conferência. Mesmo assim, precisamos compreender agora a importância da comunidade científica se a nossa intenção é, um dia, nos tornarmos o país tropical mais sustentável e mais limpo do planeta.

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