

Para tentar reverter casos de mal de Alzheimer detectados no início, um novo tratamento começou a ser testado na Universidade de Toronto, no Canadá. A técnica chamada “estimulação cerebral profunda” já era aplicada em quadros de mal de Parkinson, depressão e síndrome de Tourette (o transtorno em que o paciente diz obscenidades e ofensas sem controle).
O Alzheimer afeta o hipocampo, a área do cérebro onde está sediada a memória, e o faz diminuir cerca de 5% ao ano. Com a nova terapia, que consiste em aplicar eletricidade no cérebro, os primeiros resultados demonstraram que os hipocampos dos pacientes aumentaram ou, no mínimo, pararam de diminuir. Com este efeito, pode ser possível barrar ou até reverter casos detectados no início da degeneração.
Os resultados ainda não são oficiais, pois o tratamento foi aplicado em apenas seis pacientes (um hipocampo aumentou em 5%, outro em 8%, os demais pararam de diminuir), mas os responsáveis pela pesquisa pretendem ampliá-la para dar embasamento para os novos resultados. Como todos os pacientes do grupo de teste tinham Alzheimer em grau leve, é preciso realizar novos experimentos parasaber se o método funciona em estágios mais avançados da doença.
Quanto antes melhor
Para doenças crônicas e incuráveis, como é o Alzheimer atualmente,quanto mais cedo se descobre o mal, maiores são as chancesde que os tratamento existentespossam ao menos minimizar os efeitos. Neste caso, mudar hábitos alimentares, buscar uma vida mais saudável e a utilização dos remédios em constante aprimoramento podem impedir que o paciente desenvolva a doença por completo.
O professor Montej Oresic fez um estudo pelo Centro VTT de Pesquisas Técnicas da Finlândia e descobriu que um indicador molecular relacionado à chamada via das pentoses, que regula a glicemia, aumenta antes da manifestação da doença. E essa alteração pode ser detectada por exame de sangue até cinco anos antes do aparecimento dos primeiros sintomas.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores acompanharam, durante 27 meses, pacientes com danos cognitivos leves, muitas vezes sucedidos por Alzheimer.Dos 143 participantes, 52 desenvolveram a doença. Os exames indicaram que a variação da via das pentoses foi um fator reincidenteentre os pacientes, confirmando o quadro.
(Com informações de Boas Notícias, G1 e Universia Brasil)